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Como se voltasse a não haver um amanhã

Las Vegas, 2009 / foto manipulada JR

Em 1982, na Catalunha, mais precisamente em Sitges, num bar em forma de meia-lua, pavoneando-me à jovem e lindíssima filha do estalajadeiro e bebendo gin-tonic atrás de gin-tonic, no Outono desse ano dei por mim a provocar,  altas da madrugada, a polícia que tentava controlar o barulho excessivo para a hora e apenas sorria se alguém, como eu, lançava  um então despropositado "Viva a Catalunha, livre e independente". Hoje, 35 anos depois, tudo está mais extremado e a polícia que obedece a Madrid não sorri quando alguém defende o caminho da independência para a nação catalã. Pelo contrário, há polícias que batem e tentam humilhar quem ousa defender aquele caminho. A monarquia de Espanha, restaurada no estertor do franquismo pelo próprio ditador, Francisco Franco, mostra a vocação imperial em que assenta.